Brasília, 27 (AE)- O presidente da CPI do Narcotráfico, Magno Malta (PTB-ES), e o relator da investigação, deputado Moroni Torgan ( PFL-CE) estiveram hoje pela manhã com o presidente do Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Reginaldo Castro, para discutir a atuação dos advogados durante os interrogatórios da Comissão. Segundo o relator Moroni Torgan
ficou acertado na reunião que um represetnante da OAB estará presente durante os depoimentos da CPI para dirimir quaisquer dúvidas e observar eventuais excessos cometidos de ambas as partes (dos deputados e advogados). Torgan disse que a OAB compreendeu que a atuação do advogado durante os interrogatórios é limitada e que, caso o presidente da CPI negue a palavra ao advogado, este terá que obedecer e não poderá tumultuar a sessão.
"Não queremos que filigranas tirem a visão principal das instiutições que consiste na luta contra o c rime organizado mas os excessos vão nos matar na hora", afirmou Torgan. Ele informou que irá propor à Comissão que faça uma reunião semelhante na próxima semana com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o relator, esta reunião teria o objetivo também de relatar os trabalhos e resultados obtidos pela CPI até agora. Ele observou que os processos investigados pela CPI serão encaminhados ao poder judiciário.
Na reunião com o STF, a Comissão pretende estabelecer um canal para que a investigação tenha continuidade imediata quando a CPI encerrar seus trabalhos. "As instituições precisam se unir para o combate contra o crime organizado; não estamos vendo isto e se a investigação se esfacelar, o crime organizado vencerá", disse.

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