Brasília, 28 (AE) - A comissão de sindicância do Banco Central (BC) deve encerrar hoje mesmo seus trabalhos de investigação no sentido de encontrar o nome de funcionários que eventualmente tenham participado de um esquema envolvendo o repasse de informações privilegiadas aos bancos Marka e FonteCindam. Se houver prorrogação, o novo prazo, de acordo com uma fonte ouvida pela Agência Estado, será muito curto.
"Eles (os integrantes da comissão) não têm muito tempo para concluir os trabalhos", disse esta fonte sem explicar os motivos para a pressa na conclusão dos trabalhos. A decisão final sobre a prorrogação, no entanto, estará nas mãos do presidente do BC, Armínio Fraga Neto, que chegará a Brasília na tarde de hoje. Concluído o relatório, o documento será encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União (TCU) que já haviam sido comunicados sobre a instalação da comissão há cerca de 15 dias. Caso tenha descoberto a participação de funcionários do banco, será aberto um processo administrativo com prazo de encerramento de 30 dias e os servidores poderão, no limite, serem demitidos do BC.
Se a comissão concluir que houve a participação de ex-dirigentes da instituição que não tinham vínculo empregatício com o banco, o BC não poderá fazer nada no âmbito interno. O banco, no entanto, poderá encaminhar denúncia ao Ministério Público se houver a conclusão de que o ex-dirigente tenha cometido alguma irregularidade que possa ser enquadrada na legislação penal.

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