Comissão de sindicância começa a investigar informação privilegiada
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segunda-feira, 12 de abril de 1999
Por Vânia Cristino 
Brasília, 13 (AE) - A Comissão de Sindicância, instalada na noite de segunda-feira pelo Banco Central para apurar possível fornecimento de informação privilegiada a instituições financeiras, realizou hoje a primeira reunião para definir como serão os trabalhos. Segundo a assessoria de imprensa do BC, da reunião participou o delegado da Polícia Federal, Luís Pontel de Souza, presidente da Comissão de Inquérito nomeada pelo ministro da Justiça, Renan Calheiros, para investigar as denúncias.
"O Banco Central trabalhará em conjunto com a Polícia Federal na apuração dos fatos", informou a assessoria de imprensa. Para agilizar a apuração, o BC informou que também designará um procurador para intermediar o relacionamento com a Polícia Federal. Conforme portaria assinada pelo presidente do BC, Armínio Fraga, a Comissão de Sindicância interna tem prazo de 15 dias para concluir os trabalhos. O BC quer saber se houve ou não informação privilegiada repassada a bancos por servidores da autarquia, mediante pagamento de propina.
O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, recebeu, hoje, o ofício do Banco Central solicitando a indicação de um membro do Ministério Público para acompanhar os trabalhos da Comissão de Sindicância. Segundo informações da assessoria de imprensa da Procuradoria, Brindeiro deverá acatar o pedido e indicar um procurador nas próximas horas.


