São Paulo, 27 (AE) - A Comissão de Ética da Executiva Estadual do PL vai se reunir na quarta-feira (29) para definir o futuro da vereadora Maria Helena dentro do partido. A vereadora está presa desde o dia 21. Ela é acusada de intimidar e mandar espancar testemunhas e ameaçar a delegados e promotores da força-tarefa que investigam a máfia dos fiscais.
A Comissão será presidida pelo deputado federal Marcos Cintra. O partido discutirá se punirá a vereadora com uma advertência ou a expulsão do partido. "É muito ruim para a nossa imagem a permanência dela", disse um militante que não quis se identificar "por medo de represálias".
A comissão encarregada de julgar a vereadora foi criada a partir do pedido do vereador Mouhamad Mourad (PL), feito em agosto, com o objetivo de acompanhar as investigações sobre sua companheira de legenda.
Cassação - Na época, a vereadora Maria Helena (PL) esteve ameaçada de perder seu mandato por envolvimento na máfia dos fiscais e chegou a ser presa por porte ilegal de armas. Helena prometeu renunciar caso fossem encontradas provas de seu envolvimento com irregularidades. "Se alguém provar alguma coisa contra mim, eu terei dignidade, subirei à tribuna e pedirei minha renúncia", afirmou na ocasião, diante da possibilidade da abertura de Comissão Processante.
Na Câmara Municipal poucos vereadores quiseram comentar a prisão. Não há tempo hábil para instalação de uma Comissão Processante este ano, e é provável que ela se beneficie do recesso parlamentar em janeiro. O inciso 4 artigo 112 do regimento interno da Câmara dos permite que o parlamentar se ausente por até 30 sessões " para tratar de interesses particulares". Como só há três sessões por semana
ela teria ainda 9 semanas, a partir de fevereiro, para tentar retornar à Câmara.

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