São Paulo, 16 (AE) - Este ano, na Grande São Paulo, 15 chacinas já deixaram 53 pessoas mortas. O número de assassinatos tem aumentado nos fins de semana em comparação com o ano passado. Para discutir essa violência, principalmente os homicídios e as chacinas, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Assembléia Legislativa reúne-se amanhã (17) à tarde no Plenário José Bonifácio.
Deverão estar presentes o delegado Marco Antonio Novaes de Paula Santos, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o sociólogo Benedito Domingos Mariano, ouvidor da polícia, e Jacqueline Sinhoretto, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim ).
O presidente da comissão, deputado Renato Simões (PT), disse que em 1999 ocorreram na capital 5.705 assassinatos. Em todo o Estado, foram 12 mil. Para ele, as chacinas são uma modalidade de crime violento muito parecida com a ação de grupos de extermínio e vem crescendo a cada ano na região metropolitana.
Entre 1994 e 1999, ocorreram na Grande São Paulo 355 chacinas. Este ano, com as mais de 50 pessoas assassinadas, houve um aumento em relação ao ano passado. Em 1999, a média de vítimas por dia foi de 0,83. Nos primeiros 45 dias de 2000, o número chegou a 1,35 vítima por dia.Simões acredita que os homicídios e as chacinas na periferia não são resultado de uma organização do crime. "São o resultado da impunidade, da ausência do Estado nessa região."

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