Bruxelas, 24 (AE-DOW JONES) - A Comissão da União Européia, órgão executivo da UE, acredita que a economia dos 11 países da zona do euro crescerá em 2000 no ritmo mais vigoroso desta década, o que deverá levar o BC europeu a promover novas elevações nas taxas de juros para manter a inflação sob controle. A instituição prevê um crescimento médio de 2,9% para os 11 países da zona do euro no próximo ano, acima da projeção anterior, divulgada em março, de aceleração de 2,7%. Para este ano, a estimativa é de um incremento de 2,1% do PIB, abaixo dos 2,2% previstos em março.
Em relação aos países individuais, o órgão acredita que a Alemanha, maior economia da zona do euro, deve ter um crescimento do PIB de 2,6% em 2000, enquanto a França deve crescer 2,9%. O órgão também divulgou sua primeira estimativa para 2001, projetando um crescimento médio de 2,9% para os países da zona do euro.
A Comissão da União Européia manteve inalterados os prognósticos de inflação para a zona do euro em 1999 e no próximo ano, avaliando que os efeitos da alta dos preços do petróleo serão contidos. O órgão espera um aumento de 1,2% dos preços aos consumidores para este ano e de 1,5% em 2000, os mesmos níveis estimados em seu relatório anterior. "A inflação deve ficar abaixo de 2%, apesar dos efeitos adversos do preço alto do petróleo", destaca o comunicado.
Ontem, o presidente do Banco Central Europeu, Wim Duisenberg, disse que a inflação deverá subir na zona do euro nos próximos meses por causa dos preços mais altos da energia. Para o euro, a Comissão estima que a cotação suba para US$ 1,067 em 2000 e para US$ 1,081 em 2001. Às 9h29 (de Brasília), o euro era cotado a US$ 1,024. Segundo a Comissão, o nível de desemprego médio para os 11 países da zona do euro ficará em 10,2% em 99, caindo para 9,4% em 2000 e para 8,8% em 2001.

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