Brasília, 31 (AE)- O deputado Ibrahim Abi-Ackel (PPB-MG)
o mais antigo integrante da comissão especial da Câmara que vai examina a reforma do Judiciário iniciou há pouco a sessão da comissão para votar a indicação da deputada Nair Lobo (PMDB-GO) para a presidência da comissão. Entretanto, persistem as divergências quanto à indicação do relator da comissão. O PSDB, com apoio dos partidos de oposição, recusa-se a aceitar a indicação do deputado Jairo Carneiro (PFL-BA) para o cargo.
"É um equívoco, neste momento em que há necessidade de se iniciar um debate com todos os setores da sociedade, indicar um deputado que tem vínculos estreitos com o autor da CPI do Judiciário no Senado", afirmou o deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA), referindo-se ao presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). "Se isso acontecer, esta comissão se esvaziaria e passaria a ser uma farsa", disse Jutahy, lembrando que Jairo Carneiro já foi relator de proposta de reforma do Judiciário e não apresentou seu relatório em dois anos de trabalho. Jutahy lembrou, ainda, que a Ordem dos Advogados do Brasil já manifestou publicamente seu descontentamento com a eventual indicação de Carneiro para a relatoria.
O líder do PT, deputado José Genoíno (SP), endossando essa posição, defende o esvaziamento da comissão, caso Jairo Carneiro seja indicado relator. "O ACM não radicalizou lá com a CPI. Então, nós vamos radicalizar aqui", afirmou Genoíno. O PFL
que está sendo comandado na comissão especial pelo vice-líder José Carlos Aleluia (BA), também ameaça esvaziar a comissão, caso Carneiro não seja indicado. A deputada Nair Lobo propôs há pouco a indicação de dois subrelatores do PSDB, na tentativa de contornar a crise.

mockup