Brasília, 24 (AE)- A Comissão Mista Especial para Erradicação da Pobreza adiou para as 15 horas a votação do parecer do relator Roberto Brant (PFL-MG), que estava prevista para a sessão que está se encerrando neste momento. O adiamento foi a pedido do senador Pedro Simon (PMDB-RS) para que se busque um texto de consenso entre todos os membros da comissão. Os partidos da oposição querem ampliar os instrumentos de combate a pobreza e o relator pretende adotar os meios que considera mais realista para o momento.
O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, autor da proposta que levou a criação da comissão, elogiou a busca de um consenso. Ele considerou, no entanto, um avanço os recursos para o combate a miséria que estão previstos no orçamento do próximo ano. "Começar o programa com 4 bilhões e meio é tímido. Mas nós não tínhamos nada", afirmou ACM. Ele previu que no orçamento de 2001 esse volume deverá ser dobrado.
Tributária - Magalhães também criticou o projeto do deputado Mussa Demes (PFL-PI), apresentado à comissão especial de reforma tributária da Câmara. "Eu sempre fui contra o relatório de Mussa Demes; está cheio de defeitos. Acho que ele (Mussa Demes) assumiu compromissos com muitas pessoas e não vai poder cumprir nenhum", afirmou.

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