Comissão avalia projeto de aterro
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sábado, 09 de agosto de 2003
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Uma comissão, formada por técnicos ambientais e representantes populares, vai analisar toda a documentação relativa a instalação do novo aterro sanitário em Londrina. O objetivo é verificar se o projeto está de acordo com a legislação ambiental. A comissão foi formada ontem durante um seminário promovido pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara. A área do aterro já foi escolhida, um terreno próximo à Colônia Coroados (cerca de 15 km do centro, na zona sul), mas ainda depende de aprovação em audiência pública e aval do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Produtores rurais vizinhos à area do aterro também participaram do seminário. Segundo o presidente da Associação de Produtores Rurais da Colônia Coroados (Aprucor), João José da Silva, participar da comissão é uma forma de se manifestar e questionar a instalação do aterro naquela área. ''Não concordo com os critérios adotados para a escolha da área. Um dos problemas, por exemplo, é a proximidade com a cidade. É provável que daqui a alguns anos o aterro esteja dentro do perímetro urbano. Estamos defendendo não só nosso interesse, mas de toda a população'', afirmou. Segundo levantamento da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) o aterro ficará na vizinhança de pelo menos 200 pessoas, com impacto direto em 10 propriedades.
Para o vereador Maurício Barros (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, o trabalho da comissão de verificar se o projeto não fere a legislação é uma garantia para a população. ''A legislação é clara quanto aos direitos da população e se for o caso eles poderão requerer medidas compensatórias por conta de desvalorização das áreas, também previstas na lei. O importante é garantir o menor impacto ambiental possível'', afirmou.
Das três áreas avaliadas no final do processo (28 foram indicadas inicialmente), a área de 50 hectares da fazenda Alvorada reúne as melhores condições para implantação do aterro. O relatório da CMTU citou a facilidade de acesso e distância (a entrada é pela PR-445), as condições e espessura do solo e a pequena quantidade de residências em um raio de 500 metros como pontos favoráveis. O projeto já tem verba destinada por lei (R$ 5 milhões) e previsão de um ano e meio para início do funcionamento.


