Comissão apura denúncia de abusos em trote na UFPR
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terça-feira, 20 de março de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Uma comissão de sindicância da Universidade Federal do Paraná (UFPR) irá investigar denúncia de abusos, que teriam sido cometidos por veteranos da instituição, na recepção de calouros de cursos do setor de tecnologia. A mãe de um dos novos alunos -que teria sofrido queimaduras nos braços e costas por causa do trote- formalizou a queixa, na última sexta-feira, junto à Ouvidoria da universidade. Desde que foi instituído o chamado ''Trote Humano'', em 2004, a UFPR não havia registrado nenhum incidente.
Segundo a assessora de Assuntos Estudantis da UFPR, Rita de Cássia Lopes, a denunciante -que pediu sigilo em relação ao estudante- relatou que os calouros foram obrigados a passar óleo de cozinha pelo corpo e foram para a rua, onde ficaram das 10 às 14 horas expostos ao sol, cobrando ''pedágio' de motoristas.
Rita assegurou que, apesar do trote ter sido realizado fora das instalações da UFPR, um processo administrativo será instaurado para apurar o que, de fato, aconteceu, e quem foram os responsáveis. ''Quem praticou o ato, desrespeitando toda e qualquer norma da instituição, será punido'', advertiu, lembrando que, entre as penalidades previstas, está, inclusive, a expulsão.
Já foi comprovado, por meio de pesquisa científica, que o trote é importante como um ''rito de passagem'', destacou Rita. E, para evitar excessos, a UFPR estabeleceu normas. Este ano, foi instituída a semana de de 26 de fevereiro a 2 de março para o ''Trote Humano''. Segundo a assessora, as atividades de acolhimento dos calouros são programadas, conjuntamente, com as direções dos setores, dos cursos e centros acadêmicos.


