Comissão aprova criação de Universidade Federal em Londrina
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terça-feira, 15 de março de 2005
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados Federais aprovou, no início de março, o projeto de lei que autoriza o Governo Federal a criar a Fundação Universidade Federal do Norte do Paraná, com sede em Londrina. O projeto de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) ainda deve passar pelas Comissões de Educação e Cultura; Finanças e Tributação; de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser aprovado. ''Sabemos que este é o primeiro passo. Ainda temos uma guerra pela frente'', disse Hauly.
Segundo o deputado, o governo pretende criar uma nova universidade no ABC paulista, região considerada por Hauly bem desenvolvida no setor, enquanto outros estados como o Paraná possuem apenas uma instituição de Ensino Superior Federal. ''Como a primeira já está em Curitiba, pensamos em instalar a outra na segunda maior cidade do estado, que é Londrina'', declarou. O argumento da falta de uma segunda instituição federal no estado também foi apontado pelo relator da comissão, deputado Isaías Silvestre (PSB-MG), como fator determinante para a aprovação.
De acordo com o projeto, o Governo poderá transferir para a nova fundação imóveis localizados em Londrina pertencentes à União. Questionado sobre a possibilidade da Universidade Federal encampar outras faculdades estaduais, que formariam a antiga Universidade Estadual do Norte Paraná (Unespar), Hauly afirmou que não pretende transferir as depesas do Estado para o Governo Federal. ''Será uma instituição vinculada ao Ministério da Educação, com recursos provenientes do Orçamento da União e que oferecerá novas vagas'', enfatizou.
O projeto, que tramita na Câmara desde 2002, será analisado em caráter conclusivo, que dispensa a votação em plenário. Porém, se alguma das comissões rejeitar a criação da Universidade Federal do Norte do Paraná, o assunto pode ser levado para discussão no plenário. A proposta não determina o número de vagas, nem os cursos que deverão ser criados.


