A comissão de fiscalização e controle da Câmara Federal, que apura denúncias de irregularidades na aplicação de recursos da reforma agrária, anunciou ontem, em Presidente Prudente, já ter elementos suficientes para propor a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. A CPI seria para aprofundar as investigações sobre a atuação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na liberação e uso das verbas públicas.
A comissão, formada pelos deputados Luiz Carlos Heinze (PPB-RS) e Moacir Micheleto (PMDB-PR), fez em Presidente Prudente a terceira audiência pública, ouvindo 15 depoimentos públicos com denúncias envolvendo irregularidades e a violência que estariam ocorrendo em nome da reforma agrária. Ao final, Heinze disse ter ficado ‘‘estarrecido’’ com o que ouviu e prometeu iniciar imediatamente contatos com os líderes dos partidos na Câmara para a criação da CPI. ‘‘Se tivermos o apoio dos líderes, em um mês a Comissão Parlamentar de Inquérito estará criada’’, disse.
Segundo Heinze, os depoimentos de Prudente só reforçam as suspeitas de irregularidades que haviam sido levantadas nas audiências públicas feitas anteriormente no Paraná e Rio Grande do Sul. Na próxima segunda-feira os parlamentares estarão em Campo Grande e em seguida, no Pará. Depois pretendem apresentar o relatório final.

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