Comgás quer triplicar faturamento e número de clientes
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domingo, 27 de junho de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 28 (AE) - A Comgás pretende triplicar de tamanho nos próximos três anos, em termos de faturamento e de clientes. Nos próximos 10 anos, a Companhia quer se expandir dez vezes mais, disse hoje o presidente da empresa, Oscar Prieto. Para esta etapa inícial, a Comgás quer investir US$ 300 milhões em 3 a 5 anos para ampliar a sua rede e se tornar fornecedor do mercado industrial paulista. Na avaliação de Pietro, há um potencial muito grande na substituição de combustível líquido por gás natural pela indústria. Esse investimento, no entanto, vai depender da demanda do mercado. "Se houver uma resposta nós vamos investir mais", afirmou.
De acordo com o presidente da Comgás, o setor industrial será o primeiro beneficiado desta expansão para que se atinjam volumes importantes de fornecimento de gás que justifique os investimentos. Mas Prieto garantiu que o setor residencial também tem um potencial de crescimento extremamente elevado: o contrato de concessão da empresa determina que se atinja 200 mil novos consumidores residenciais em 10 anos, mas as metas da Comgás chegam a 1 milhão nesse período. "Para isso teremos que tentar mudar a cultura do gás de botijão. Como não há demanda reprimida neste segmento é uma questão de campanha e de tempo" disse. Oscar Prieto encerrou agora há pouco uma palestra sobre os planos da Comgás para empresários da indústria paulista na sede da Fiesp em São Paulo.
Prieto disse que o quadro de funcionários da empresa ainda está sendo estudado e que não há por enquanto decisões sobre programas de demissão. "Ainda não conhecemos o organograma da empresa. Não sabemos se falta ou sobra funcionários na área técnica, mas deve estar sobrando na área administrativa", afirmou. Se houver demissões, explicou que serão feitas através de programas incentivados. Prieto encerrou há pouco uma apresentação para empresários da indústria paulista na Fiesp. Durante o evento, alguns empresários reclamaram da diferença de tarifas do gás natural entre Rio de Janeiro e São Paulo. Prieto justificou essa diferença explicando que o Rio de Janeiro é abastecido pela Bacia de Campos, e que o mercado paulista tem que pagar pelo transporte desse gás. "Em alguns casos, o transporte fica mais caro do que o gás em si", disse. A diferença de tarífas segundo ele, chega a atingir 15%. Na avaliação de Prieto, a melhor medida para se reduzir esses preços seria "deixar os mercados funcionarem". "A melhor maneira de se reduzir custos é aumentar a oferta".


