Comércio vendeu 10% a mais no Dia das Crianças
São Paulo, 13 (AE) - O pagamento parcelado e compras na média um pouco menores predominaram nas vendas do Dia da Criança. Mas os resultados alcançados, segundo grandes redes de brinquedos, foram superiores aos do mesmo período no ano passado. A Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq) calcula vendas cerca de 10% maiores que em 1998.
Já numa sondagem feita hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo o varejo teve, em relação ao Dia da Criança do ano passado, queda de 10% nas vendas de produtos duráveis e semiduráveis no período e de 12% no segmento de brinquedos.
Alguns lojistas, porém, têm outros dados. Na Ri Happy, por exemplo, a venda média caiu de R$ 42 para R$ 40, mas o faturamento, descontada a inflação, cresceu entre 4% e 5%. Na PB Kids, as vendas aumentaram 7% e na Brinquedos Laura, 10%. Nos shoppings, o faturamento aumentou 4% em relação a idêntico período no ano passado, conforme levantamento da Associação dos Lojistas de Shoppings.
O indicador Serasa do nível de atividade do comércio apurou um crescimento de 12,6% nas vendas a prazo em todo o País com o Dia da Criança. As vendas à vista e com cheques pré-datados aumentaram 7,6%. No Rio, lojistas registraram um bom movimento com a data, mas estão mais otimistas com o Natal. Eles esperam vendas até 40% maiores do que em dezembro passado. "O consumidor está mais confiante na economia, e essa boa perspectiva é que faz o consumo crescer", diz a superintendente de Marketing da administradora de shopping centers In Mont, Jussara Nova Raris.
O melhor cenário é traçado pelos comerciantes populares. Os lojistas da Rua da Alfândega e adjacências prevêem vendas 30% a 40% maiores no Natal. No Dia da Criança, venderam 20% a 30% a mais, na maioria presentes de até R$ 30,00. No fim do ano, dizem
os consumidores devem optar também por produtos baratos. Nos quatro shoppings administrados pela In Mont - Plaza Shopping, Ilha Plaza, São Conrado Fashion Mall e Off Price - as vendas devem crescer entre 8% e 15%, depois de um aumento médio de 8% no Dia da Criança, 25% no setor de brinquedos. "Houve estoque e parcelamento das compras", explica Jussara.





