São Paulo, 08 (AE) - O movimento no comércio neste início de mês está abaixo do esperado. As grandes redes, com as vendas fracas e a informação do governo de que a tendência dos juros é de baixa, também informam que, por enquanto, não mexem nas suas taxas.
A decisão não é unânime. O Carrefour aumentou sua taxa no crédito rotativo em um ponto porcentual e no financiamento acima de quatro vezes, passando de 7,9% para 8,9% ao mês. Mas nos financiamentos de até três vezes, a taxa caiu de 7,9% para 6 9%. A Casas Bahia anunciou no fim-de-semana o congelamento de suas taxas e preços até 31 de março. O diretor do Ponto Frio, Mauro Multedo, disse também que nos próximos 30 dias não vai mexer nas taxas, de até 9,5% ao mês.
O cenário de incertezas da economia, a alta dos preços e o temor do desemprego estão afetando as vendas à vista e a crédito. As consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que indicam o movimento das vendas a prazo, no período de 1.º a 7 de março, caíram 9,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O Telecheque, termômetro das vendas à vista, recuaram 6,9%.
Em relação a fevereiro, o SCPC tem resultado melhor - aumento de 9,8% - , mas assim mesmo está abaixo do esperado para esta época do ano, que é de alta em torno de 20%, diz o economista Emílio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo.
"Março sempre é melhor do que fevereiro, com o fim das férias e do carnaval", diz Alfieri. As consultas ao Telecheque, que deveriam crescer em torno de 15%, estão, em relação a fevereiro, com queda de 3,7%. Nas Lojas Cem, por exemplo, o faturamento está 10% abaixo de março do ano passado e empatado com fevereiro, que este ano foi mais fraco por causa da mudança do câmbio.

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