Comércio prevê novass demissões sem reaquecimento
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domingo, 14 de março de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 15 (AE) - Se as vendas no varejo em março repetirem o comportamento do mês de fevereiro, vai ser impossível evitar novas demissões, disse hoje o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Carlos Alberto Stupp. "Os empregos deste setor vão depender muito das vendas em março", afirmou. Pelas previsões de Stupp, o varejo ficará "acanhado" até maio, quando há a perspectiva de uma melhora nas vendas. Mas, até lá, o setor vai sofrer com o encarecimento do crédito e com as vendas inibidas em função do desemprego e da relutância dos consumidores em gastar dinheiro.
A CNDL vai enviar ao governo federal uma proposta para a Reforma Tributária. "Essa questão está sendo deixada para depois em função da agenda do governo, mas não dá mais para segurar essa carga tributária. Queremos que haja uma real discussão sobre as propostas de reforma tributária". Dentro de 60 dias, os presidentes das Confederações de Dirigentes Lojistas de todo o País vão promover um evento em Brasília para entregar esta proposta para o presidente Fernando Henrique Cardoso. Stupp participou do Fórum CNDL "Reflexos e Perspectivas do Atual Momento Brasileiro", que teve participação da deputada federal Yeda Crusius (PSBD) e do economista Paulo Nogueira Batista Júnior.


