Comércio pode recusar antigas moedas de R$ 1
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terça-feira, 23 de dezembro de 2003
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A partir de hoje, o comércio poderá se recusar a receber as moedas de aço inoxidável de R$ 1. O Banco Central (BC) decidiu recolhê-las por causa da facilidade de falsificação. No ano passado, foram identificadas mais de 52 mil moedas falsas, número que, este ano, subiu para 76 mil, segundo o BC. Só ficam em circulação, as moedas de R$ 1 que são prateadas no centro e têm a borda dourada.
Como até o dia 22 de março de 2004, a troca das moedas poderá ser feita em qualquer agência bancária, fica, na verdade, a critério do comerciante aceitar ou não a moeda. Depois dessa data e por prazo indeterminado, apenas o BC, que só tem uma agência em Curitiba, e algumas agências do Banco do Brasil farão a troca.
O assessor Júnior do BC, em Curitiba, Aran Rutz Júnior, garantiu que os comerciantes que receberem as moedas a partir de hoje não terão problema para trocá-las, mesmo que seja em grande quantidade. Isso, claro, se as moedas não forem falsas. As moedas prateadas de R$ 1 falsificadas serão retidas e o portador não será ressarcido.
Dona de uma banca de revistas no centro de Curitiba, Vera Lúcia Ribeiro, prefere se livrar de uma vez das moedas de R$ 1 prateadas. Ontem, ela já avisava seus clientes que, a partir de hoje, não receberia mais as moedas. A comerciante já vinha fazendo a troca sistemática por meio de depósitos bancários. O último deles somou cerca de R$ 1 mil.
O comerciante José Carlos de Souza, também dono de banca de revistas, procurou se certificar junto ao banco onde tem conta se poderia depositar as moedas de R$ 1 ainda hoje. Como a resposta foi positiva, ele decidiu aceitar as moedas até pouco antes do encerramento do expediente bancário. Até o início da tarde de ontem, ele tinha recebido cerca de R$ 30,00 em moedas prateadas.
De acordo com Rutz Jr., até agora, apenas 16% cerca de 33 milhões do total de moedas foram retirados de circulação no País. O número não é oficial, mas ele calcula que só no Paraná foram cerca de 400 mil moedas recolhidas. O percentual é pequeno considerando que, em tese, hoje seria o último dia circulação.


