Sâo Paulo, 30 (AE) - O Sindicato dos Comerciários prevê a criação de 40 mil empregos temporários na cidade de São Paulo neste fim de ano, um aumento de mais de 30% em relação ao total de vagas abertas em 1998, que somaram cerca de 30 mil. A inauguração de três shopping centers, alguns supermercados e o movimento natural de lojistas na busca de reforço em sua equipe de vendedores estão agitando o mercado.
Na Grande São Paulo, a expectativa de sindicalistas e empresas de colocação de mão-de-obra é de surgimento de pelo menos 60 mil ocupações apenas no comércio. "São empregos precários, informais, e a grande maioria vai desaparecer no ano que vem", conta o vice-presidente do Sindicato dos Comerciários
Ricardo Patah.
O desafio este ano é justamente o de garantir que uma parte desse contingente empregado permaneça ocupado no ano 2000. O Sindicato dos Prestadores de Serviços a Terceiros e Trabalhos Temporários divulgou a previsão de que 20% dos temporários permenecerão nas empresas nos meses seguintes. O Sindicato dos Comerciários não arrisca uma previsão, mas no dia 8 terá reunião com técnicos do Ministério do Trabalho para garantir uma cláusula de negociação na medida provisória que permite o trabalho aos domingos no comércio, que deve ser reeditada.
"Se essa permissão for vinculada à negociação com o sindicato, vamos permitir que o comércio funcione aos domingos somente se houver aumento do quadro de funcionários", diz. "É uma forma de preservar esses novos empregos."
O movimento nas empresas de colocação de empregados temporários já cresceu em outubro e deve dobrar em novembro. "Hoje temos 300 vagas em aberto, cerca de 200 a mais do que a média mensal dos primeiros nove meses do ano", afirma Hozana Jannuzzi, responsável nacional de seleção da Adecco.
A empresa informa que é a maior do mundo na área de recursos humanos, com 250 mil clientes em vários países. Hozana conta que a expectativa da empresa é de abertura de 600 vagas neste último trimestre em São Paulo.

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