Comércio paulistano espera vender até 5% mais neste Natal
que decidiu manter os juros no nível atual na reunião de ontem (15). Como foi formado com uma expectativa mais otimista do que a atual, baseada no bom resultado do Dia da Criança, o estoque dos comerciante está um pouco maior do que o desejado, segundo Burti. "Por isso existe um festival de ofertas na praça, para fazer caixa e circular o estoque", diz o presidente da Associação. Ele descarta a possibilidade de aumento de preços agora ou em janeiro, quando as vendas são mais fracas, mas diz que o comércio vai tentar "recuperar suas margens" a partir de fevereiro ou março. "As margens foram muito sacrificadas este ano", diz Burti. A taxa de juros, embora maior do que esperada pelos comerciantes
é bem menor do que no ano passado. Ao mesmo tempo, a inadimplência diminuiu, com o aumento da renegociação de dívidas no segundo semestre deste ano, o que habilitou milhares de consumidores a fazer novas compras a crédito. A redução dos juros pelo governo é importante, segundo Burti, não somente para estinular as vendas este mês, mas principalmente para garantir o movimento de janeiro. Aquecimento - O crescimento das vendas já pode ser sentido nos números da primeira quinzena de dezembro. O número de consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) aumentou 1,7% em relação a igual período do ano passado. Comparando com a primeira metade de novembro, o aumento é de 37,2%. Nas consultas ao Telecheque, o movimento caiu 9,5% em relação a 98, por causa da redução do uso do cheque em favor dos cartões de débito e de crédito, mas, em relação à primeira quinzena de novembro, as consultas cresceram 34%. O bom desempenho de dezembro não deve, no entanto, reverter o resultado ruim obtido no primeiro semestre, com o impacto da desvalorização cambial. No acumulado do ano a previsão é que o número de consultas no SCPC fique 1,4% abaixo do ano passaod. No Telecheque, a previsão é de uma queda de 9%. A notícia boa é que a inadimplência caiu, ao mesmo tempo em que aumentou, no segundo semestre, a procura pela renegociação dos débitos. No acumulado do ano, a previsão é de queda de 14,4% nos atrasos superiores a 30 dias. O número de consumidores que tiraram seu nome da lista caiu 6% no acumulado do ano, mas vem aumentando em relação ao ano passado nos últimos meses.Por Denize Bacoccina São Paulo, 16 (AE) - O comércio de São Paulo deve vender entre 3% e 5% mais neste Natal do que no ano passado, na avaliação da Associação Comercial. Apesar de ficar acima do crescimento geral da economia, esse resultado está abaixo da expectativa inicial dos comerciantes, que esperavam um aumento entre 5% e 7% se o governo tivesse mantido a tendência de redução de juros nos últimos meses. "A redução dos juros dá mais incentivo ao comerciante para alongar o prazo e atrair um consumidor que não pode pagar o valor atual das prestações", diz o presidente da Associação, Alencar Burti. "Tivemos uma pequena frustração", diz ele, referindo-se à decisão do Conselho de Política Monetária (Copom)





