Comércio mantém recuperação em fevereiro
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domingo, 27 de fevereiro de 2000
Por Márcia de Chiara 
São Paulo, 28 (AE) - As vendas do comércio varejista continuaram em recuperação neste mês, confirmando a tendência esboçada em janeiro. Até sexta-feira, as lojas da capital registraram crescimento de 17,5% na média diária de consultas para venda a prazo em relação aos mesmo dias de fevereiro de 99. Nesse mesmo período, houve um incremento de 2,4% nas consultas ao Telecheque, indicador dos negócios à vista da Associação Comercial de São Paulo. (ACSP).
"Não há explosão de consumo", ressalta o economista da entidade, Marcel Solimeo. Ele pondera que, apesar de o porcentual ser expressivo deve-se levar em conta que a base de comparação, que é fevereiro de 99, o primeiro mês após a desvalorização, é muito fraca. Além disso, neste ano o carnaval será em março, ao contrário do ano passado que foi em fevereiro, o que distorce a base de comparação. Nos cálculos de Solimeo, descontados esses efeitos, as vendas neste mês devem estar 10% acima das registradas em fevereiro de 99 e semelhantes às obtidas em igual período de 98.
Dentre os fatores positivos para recuperação das vendas, Solimeo aponta os juros atuais, os mais baixos do Plano Real, a estabilização do desemprego e o recuo da inadimplência. O calote hoje está entre 15% e 20% menor que em igual período do ano passado, diz o economista.
O presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Carlos Stupp, acrescenta a esses fatores as liquidações. Na sua análise, a tendência é de cada vez mais as promoções se tornarem permanentes.
Quem vende bens duráveis a prazo confirma que os negócios estão vigorosos nesse segmento. A Lojas Cem, por exemplo, está encerrando o mês com crescimento de 50% nas vendas e faturamento de R$ 40 milhões. "A nossa expectativa era crescer 40%", diz o diretor, Natale Dalla Vecchia.
Já os supermercados, que vendem alimentos, praticamente à vista, não detectaram essa reação. "As vendas em janeiro e fevereiro ficaram estabilizadas em relação às de 99, até com algum recuo", diz o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Omar Assaf.


