Curitiba- A estiagem que assola o Paraná já obriga prestadores de serviço de lavagem de carro, academias de ginástica, motéis e lavanderias a economizar o que é possível no consumo de água. Algumas empresas preparam estratégias caso a Sanepar seja obrigada a iniciar o racionamento.
O dono do Lava Car Champagnat, Sandro Pedrosa, disse que caso receba um carro muito sujo para lavar - com terra - não vai atender o cliente porque este tipo de serviço consome muita água. O empresário de Curitiba contou que já está economizando água para lavar os carros. ''Molhamos os carros rapidamente. Ensaboamos bem e enxaguamos o mais rápido possível'', disse.
Caso aconteça um racionamento, o estabelecimento tem um reservatório de água que daria para dois dias. Segundo ele, o movimento no lava car caiu 20% depois que a Sanepar iniciou a campanha para que a população reduza o consumo.
Mesmo sem o racionamento, todas os chuveiros e torneiras de pia da Academia Swimex possuem um temporizador para evitar o desperdício de água. O coordenador geral do estabelecimento, Fabrício Kozel, disse que os alunos também já estão sendo conscientizados sobre a necessidade de economizar água. O local oferece ginástica, spinning, musculação, hidroginástica e natação.
No Motel Celebrity, a economia de água está acontecendo nas áreas externas aos quartos como nos corredores. Nestes locais, a lavagem do piso ocorre com escovas e baldes, sem usar mangueira. ''A limpeza geral que acontecia toda semana nestas áreas, agora é feita a cada três semanas'', disse o gerente do motel, Peterson Luiz Good. Nos quartos, a rotina de limpeza continua normal.
O local tem oito piscinas com capacidade para 10 mil a 15 mil litros cada uma. ''Nas piscinas e banheiras de hidromassagem não temos como economizar água'', afirmou. Uma das idéias que está em estudo, caso o racionamento entre em vigor, é dar desconto para os clientes que não usarem a banheira de hidromassagem. O motel tem 40 suítes, todas com hidro e sauna úmida.
''Não temos como economizar água'', afirmou a proprietária das Lavanderias Presidente, Heloisa Canzonieri. Segundo ela, a empresa não costuma desperdiçar água porque o custo deste insumo já é caro. Heloisa contou que, com o clima quente, o movimento para a lavagem de peças pesadas como jaquetas, casacos e cobertores caiu. Caso aconteça o racionamento, ela pretende lavar as roupas nas filiais que estiverem em bairros sem corte de água. A empresa tem cinco filiais na Capital. Outra estratégia seria pedir mais prazo para o cliente para entregar as roupas.

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