Comércio eletrônico no setor aéreo vai movimentar US$ 77 bilhões
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domingo, 16 de abril de 2000
Por Paula Puliti 
São Paulo, 17 (AE) - A substituição das práticas comerciais convencionais pelo comércio eletrônico terá forte impacto no setor aeroespacial e de transportes aéreos. A projeção para o mercado norte-americano é de que as transações online no setor cresçam para 35% de um mercado de US$ 219 bilhões, ou US$ 77 bilhões, em 2004, ante 8% neste ano. No ano passado, todas as áreas da economia juntas movimentaram US$ 43 bilhões. No Brasil, a Embraer informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a estratégia da empresa para o comércio eletrônico ainda está em fase bastante inicial.
Na avaliação de Lawrence Bossidy, presidente da AlliedSignal, do grupo Honeywell, as empresas que não têm estratégia Internet podem acordar uma manhã e descobrir que foram ultrapassados pela concorrência. Ele acredita que o comércio eletrônico terá forte impacto no setor porque a cadeia de fornecedores globais é bastante difusa. São mais de 5,1 mil compradores, incluindo 1,5 mil companhias de aviação, negociando com 13 mil fornecedores em todo o mundo. Além disso, cada aeronave contém mais de três milhões de peças com certificação própria, o que torna lento e difícil o processo feito de forma não-automotizada. A estimativa dos analistas é que as companhias aéreas economizem cerca de 15% com cada item comprado pela rede.
Os principais sites do setor são: partsbase.com (Nasdaq: PRTS), que reúne 1,2 mil fornecedores e 40 mil itens em estoque. O site atende clientes como Boeing, Honeywell, Federal Express e UPS. O aviationx.com coloca em contato 25 mil compradores, vendedores e intermediários. O aerospan.com, lançado em fevereiro, é resultado de uma parceria entre a SITA, provedora de soluções integradas de informação à industria da aviação, e AAR, fornecedora de serviços e produtos para o segmento. O site teria capacidade de atender a pedidos de 15 clientes online. Para a aviação comercial, a expectativa do setor é de que a frota seja dobrada em menos de 20 anos, com o mercado atingindo um valor de US$ 500 bilhões.


