São Paulo, 17 (AE) - O movimento do comércio em geral na primeira quinzena do mês está um pouco melhor do que no ano passado nas vendas a crédito e com desempenho mais fraco nas vendas à vista. As consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) estão 3,2% maiores do que no mesmo período do ano passado, enquanto o Telecheque, que dá um idéia das vendas à vista, está com queda de 6,2%.
"O crescimento do SCPC ocorre mais pela base fraca de comparação, janeiro do ano passado marcada pela desvaloriação do real, do que pelo desempenho expressivo do comércio", diz o diretor do departamento de economia da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo. Em relação ao Telecheque, ele explica que parte da queda pode ser explicada pela substituição do cheque pelos cartões de débito e crédito e por dinheiro no pagamento de compras à vista. "Além desse fato a renda do consumidor também vem caindo", diz.
Mas para o trimestre Solimeo espera um cenário melhor. Sua expectativa é que na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para quarta-feira, a taxa de juros básicos tenha nova redução, mesmo que pequena. "A queda da taxa Selic é importante não porque reduza significativamente os juros no varejo, mas por indicar uma tendência", diz Solimeo.
A inadimplência teve queda de 15,8% na primeira quinzena de janeiro em relação ao mesmo período em dezembro. A comparação com janeiro de 99 é distorcida neste caso, porque a Associação Comercial no segundo semestre do ano passado incluiu em seu cadastro os débitos de todo o Estado de São Paulo, o que não ocorria no início do ano. O número de endividados que acertaram débitos atrasados em janeiro caiu 28,6% na comparação com dezembro.
As insolvências continuam em queda na capital. Foram registradas 141 falências requeridas nos primeiros quinze dias de janeiro ante 161em igual período do ano passado, uma queda de 12,4%. Foram requeridas 6 concordatas no mesmo período ante 9 no ano passado. Os titulos protestados tiveram queda de 58,7%.

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