Comércio de Cabo Frio pára contra a violência
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quinta-feira, 05 de agosto de 1999
Por Felipe Werneck 
Rio, 06 (AE) - O comércio de Cabo Frio - cidade turística da Região dos Lagos - fechou as portas por duas horas hoje à tarde em protesto contra o aumento da criminalidade. Cerca de 500 pessoas, segundo a Associação Comercial, Industrial e Agrícola do município (80, de acordo com a PM), participaram de manifestação no centro da cidade. Comerciantes e moradores pediram mais policiamento.
O presidente da associação, que organizou o ato, Adelício José dos Santos, afirmou que recebeu, pela manhã, antes do protesto, telefonema do secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Josias Quintal, que teria agendado uma reunião para discutir o problema da falta de segurança.
"O resultado do protesto foi melhor que o esperado", disse Santos. Segundo ele, o secretário "demonstrou boa vontade", mas disse que a prefeitura local também terá de agir, contratando guardas municipais. "Ele prometeu entregar novas viaturas até o fim do mês."
Preocupado com a impacto negativo da violência no turismo - principal fonte de recursos da região -, o prefeito Alair Corrêa (PSDB) já esteve com o comandante do 25º Batalhão da Polícia Militar (Cabo frio), tenente-coronel Claudecir Ribeiro da Silva e delegados da 118ª DP (Araruama), 124ª DP (Saquarema) 125ª DP (São Pedro da Aldeia), 126ª DP (Cabo Frio) e 127ª DP (Búzios) para discutir a questão.
Ontem (05), o secretário de segurança Pública admitira o aumento da violência na região. Ele, no entanto, negou que o problema fosse a falta de policiamento. O comandante do 25º BPM, porém, aumentou em seis homens o efetivo no centro de Cabo Frio e determinou a ampliação do número de rondas nos bairros periféricos. "Não houve grande adesão na manifestação porque a situação já está sob controle na cidade", afirmou. Segundo ele, foram presos, ontem (05), em Araruama, quatro homens que seriam líderes do tráfico na região.


