Comércio aposta no crescimento das vendas a prazo
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2000
Por Márcia de Chiara e Rosana Ferrantini 
São Paulo, 16 (AE) - O comércio iniciou o ano com crescimento de vendas, confirmando a tendência de recuperação da economia. Na primeira quinzena deste mês, as consultas para vendas à vista cresceram 4,6% em relação a igual período do ano passado e foram 20% maiores que as registradas nas duas primeiras semanas de janeiro. O volume de negócios no crediário, medido pelas consultas ao SCPC, também registrou variação positiva, crescendo 18,9% em relação a primeira quinzena de fevereiro de 1999 e 18,7% ante as duas primeiras semanas de janeiro deste ano, segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Na análise do economista da entidade, Emílio Alfieri, a tendência de recuperação ganha força porque os indicadores estão apresentando crescimento tanto na comparação anual como em relação ao mês imediatamente anterior. O presidente da ACSP, Alencar Burti, pondera, no entanto, que parte do crescimento se deve à base fraca de comparação, que foi o primeiro bimestre de 1999, que sofreu o impacto da desvalorização do real. Além disso
o carnaval no ano passado caiu em feverereiro.
Carnês - Os dados da inadimplência mostram um ligeiro crescimento de 2,7% no volume de carnês com prestações atrasadas na primeira quinzena de fevereiro em relação igual período de 1999. Na comparação com janeiro, porém, a queda foi de 17,5%. A recuperação dos carnês em atraso também foi menor no período, com queda de 16,2% na comparação com a primeira quinzena de fevereiro e de 30% sobre janeiro.
Apesar do cenário positivo, dois indicadores de títulos protestados apontam para o aumento da insolvência. O número de títulos protestados medido pela ACSP cresceu 31,9% na primeira quinzena de fevereiro em relação a igual período de 1999 e ficou 141,4% acima do registrado em janeiro.
O protesto de títulos, em São Paulo, subiu 3,17% no mês de janeiro em relação a dezembro e caiu 22,5% na comparação com igual período de 1999, segundo pesquisa do Instituto de Estudos do Protesto de Títulos do Estado de São Paulo em dez tabeliões da capital.
O estudo avaliou o índice de protestos relativos a cheques, promissórias, duplicatas, letras de câmbio e outros dispositivos, revelando um total de 67.104 títulos protestados no primeiro mês do ano, ante 65.041 constatados em dezembro.


