Curitiba, 12 (AE) - Cerca de 30 comerciantes das Regiões Oeste e Sudoeste do Paraná ocuparam hoje à tarde a sede da Companhia Paranaense de Energia (Copel), em Curitiba. Eles pedem indenização pela queda de movimento nos estabelecimentos, após a conclusão da Usina de Salto Caxias, em Capitão Leônidas Marques.
Segundo os manifestantes, aproximadamente 11 mil pessoas mudaram-se do local para a criação do lago, o que provocou queda de 60% no faturamento comercial.
Como forma de pressão, um grupo de seis comerciantes completou hoje uma semana em greve de fome, no pátio em frente do Palácio Iguaçu. Um dos coordenadores do movimento, Vilmar Madalosso, disse que não se tratava de uma invasão do prédio público, mas de uma "tomada de posição". Segundo ele, há mais de dois anos, o grupo vem negociando com a empresa estatal, sem chegar a um acordo. "A Copel está enrolando demais e nós sabemos que amanhã ou depois ela vai ser privatizada e nós vamos ficar a ver navios", reclamou.
A direção da Copel anunciou, na semana passada, que a empresa indenizará os comerciantes que comprovarem prejuízos ou que obterem posição favorável na Justiça.
"Não estamos insensíveis à reivindicação dos comerciantes", disse o diretor de Relações Institucionais da empresa, Deni Schwartz. "Queremos apenas fazer cumprir o acordo que definiu as indenizações e os reassentamentos." Os prejuízos podem ser comprovados com notas fiscais ou com a declaração do Imposto de Renda (IR).
O acordo previa que seriam indenizados os comerciantes com propriedades até 1,5 mil metros em torno da usina. Alguns processos foram negociados e aprovados para pagamento, mesmo fora do limite estabelecido. Outros 20 estão sob análise. A direção da Copel afirmou, no entanto, que somente receberia uma comissão dos comerciantes se eles desocupassem as instalações, o que não tinha ocorrido até o início da noite.

mockup