Comerciantes instalados no andar superior da nova Rodoviária de Maringá querem levar as lojas para o térreo. Eles alegam que apenas 500 das quase três mil pessoas que passam por dia pelo terminal vão no segundo piso. ‘‘As vendas sofreram uma redução de 20%’’, afirma o comerciante Nereumar Almeida de Barros, dono de uma lanchonete no andar superior da rodoviária.
Segundo Barros, os próprios passageiros criticam a localização das lanchonetes e lojas. ‘‘Eles ficam impressionados com a limpeza e o ambiente daqui de cima, porém, dizem que o local não oferece visualização e fica muito distante dos ônibus’’, ressalta.
Barros disse que em reunião entre os lojistas do piso superior e um representante da Prefeitura de Maringá, ficou definido um novo espaço para comércio no térreo. A transferência só será feita, segundo Barros, se os comerciantes entrarem em consenso. O projeto da nova rodoviária determinou setores comerciais e preços diferenciados para as lojas dos dois pavimentos.
Para o presidente da Associação das Concessionárias do Terminal Rodoviário (ACTR), Osmar Cabreira de Sá, a prefeitura está permitindo na cidade o funcionamento de duas rodoviárias. Ele diz que na antiga rodoviária, além das linhas que atendem os sete municípios da região metropolitana, empresas de ônibus fazem o trajeto para outras seis cidades fora do eixo básico.
A ACTR deve, nos próximos dias, entregar um documento oficial exigindo da prefeitura a transferência de linhas para a nova rodoviária. Segundo o presidente, se o embarque e desembarque de passageiros estivessem concentrados no novo terminal rodoviário, haveria movimento suficiente para o comércio dos dois pavimentos.
Conforme Barros, a taxa de embarque de R$ 1,00 cobrada pela prefeitura também reduziu o movimento na nova rodoviária.Ossamu KandaPrejuízoNereumar Almeida de Barros diz que movimento no segundo pavimento da rodoviária é muito baixoMarta Medeiros
Especial para a Folha

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