Comerciantes decidem fechar Ceasa de Foz
Os 62 associados da Ceasa de Foz do Iguaçu decidiram fechar os boxes e suspender a comercialização de produtos até que termine a greve dos caminhoneiros, que começou segunda-feira. Em uma carta aberta à população, eles criticaram autoridades estaduais e federais e consideraram a escolta dos comboios realizada pelos policiais de um paliativo que não resolve o problema principal que está causando desabastecimento.
Desde as 15 horas de ontem, a negociação de hortifrutigranjeiros, que chega a 360 toneladas/dia, está paralisada. Os comerciantes disseram que hoje só iriam receber as cargas cuja entrega já havia sido agendada.
A decisão de interromper o atendimento na Central foi tomada durante reunião entre representantes da Associação Representativa dos Usuários, Comerciantes e Produtores da Ceasa de Foz do Iguaçu (Arufi) e da Associação Comercial e Industrial de Foz (Acifi).
Segundo o presidente da Arufi, Ivo Pauluk, com a comercialização de hortifrutigranjeiros reduzida a 40 toneladas depois de cinco dias de protesto, os empresários decidiram radicalizar. A agressividade dos manifestantes está exigindo imediatas e profundas providências por parte do Governo do Estado, principalmente porque se trata de uma questão de segurança pública, diz a carta, assinada pelas duas associações.
O presidente da Acifi, Wanderley Bertolucci Teixeira, afirma que não se discute o mérito das reivindicações dos motoristas, o que é o mais elementar direito constitucional, mas sim a liberdade de ir e vir prevista na Constituição.
Devido à ação policial, que ontem reprimiu bloqueios dos grevistas (ver texto na página 7), 20 caminhões-tanques que estavam no comboio escoltado por policiais conseguiram chegar aos postos de combustível de Foz, garantindo o abastecimento de diesel e gasolina do tipo comum para os próximos três dias.
Até o final da tarde de ontem, quase 50% dos 49 estabelecimentos da cidade registravam pelo menos uma bomba vazia.
Os empresários disseram que a falta do produto só não foi maior nos últimos dias porque alguns clientes decidiram economizar por conta própria. Vários moradores de Foz optaram por encher os tanques dos veículos em Ciudad del Este no Paraguai ou em Puerto Iguazú na Argentina.





