Londrina - Empresários de Londrina ainda não estão conformados com o prazo para adequação à Lei Cidade Limpa, que começa a valer a partir de 2 de fevereiro. Na noite de quinta-feira, representantes dos empresários se reuniram com a equipe da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para esclarecer dúvidas sobre a Cidade Limpa. Mais uma vez, o assunto que mais esteve em pauta foi o término do tempo que as empresas têm para se adequarem à lei, sancionada pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) em 2 de agosto.
''Conseguimos detectar que a maioria das pessoas é favorável ao projeto, mas o nosso maior problema é o prazo'', explicou o comerciante Carlos Zapata, organizador da reunião. Ele lembrou que um dos problemas é que algumas empresas só conseguem fazer a retirada e instalação dos painéis aos finais de semana para não prejudicar a passagem dos pedestres nas calçadas.
O empresário Ademar Vedoato afirmou ser 100% a favor da lei. ''Eu entendo que lei é para ser cumprida e para isso temos que procurar nos adaptar o mais rápido possível'', declarou. Conforme ele, a participação dos empresários na reunião mostra que o setor aprova a iniciativa.
Para Vedoato, a Prefeitura poderia ser tolerante nos primeiros 60 dias de validade da legislação. ''A lei já foi aprovada há tempo. Mas em final de ano é difícil mexer na fachada da loja por conta do comércio mais intenso, da falta de mão de obra e das chuvas. A minha sugestão é que haja uma certa flexibilidade no início para que os empresários possam se enquadrar'', disse.
Segundo o diretor de transporte e trânsito da CMTU, Wilson de Jesus, o prazo para iniciar a fiscalização foi previsto na lei e não pode ser mudado pela companhia. ''Sem dúvida as pessoas que deixaram para última hora terão dificuldade para se adequar a tempo. A nossa sugestão é que eles façam a retirada dos painéis indicativos agora para evitar multas. A ausência de placas não gera multa, a permanência de material irregular, sim'', destacou. A multa mínima é de R$ 1 mil, com mais R$ 100,00 por metro quadrado que exceder o limite previsto na legislação.
Mercado aquecido
Enquanto alguns empresários avaliam a melhor maneira de trocar os painéis da frente das lojas, outros aceleram a produção para atender tantos pedidos. É o caso de Maria Lúcia Ferreira de Souza, proprietária de uma empresa de comunicação visual. Ela afirmou que nos últimos dias houve um aumento de 70% na procura. ''Sabemos que vai ser muito difícil atender todos os clientes no prazo. Nem tirar todos os painéis nós estamos conseguindo. Produzir então, fica impossível'', disse.
Ela destaca que a lei aqueceu o mercado para o setor, mas existe uma preocupação com o futuro. ''Se todos vão trocar os painéis agora, o mercado vai congelar daqui alguns meses. As empresas de comunicação visual não terão mais serviço. Acho que muitas vão fechar ou até mesmo mudar de cidade'', declarou.(M.A)

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