Cerca de 24 horas após ter sido preso, Luiz Baptista se apresentava abatido com a situação. Casado, pai de quatro filhos - sendo dois menores -, atua em Arapongas no comércio de veículos. Ele evitou falar com a imprensa. Porém, numa conversa informal com o delegado Germínio Marques Bonfim Filho, se declarou inocente das acusações da Justiça de Manaus.
Ele negou ter aplicado um golpe na sociedade de uma empresa em 1974 e que teria passado por vários países e Estados brasileiros com Dalva Augusta Bonfim. Porém, admitiu que pagava o aluguel de uma casa para a secretária em Manaus, enquanto que ele morava em Manacapuru - cerca de 100 quilômetros da capital amazonense, onde possuía um ‘‘sítio’’ de 50 alqueires. ‘‘Após saber do crime da Dalva, procurei a delegacia, quando fui preso’’, afirmou ao delegado, entrando em contradição aos autos montados à época.
Do crime ele acusou uma pessoa identificada como Edson, que ao ser preso também negou a autoria. Além de testemunhas que viram o carro de Baptista passar várias vezes sobre o corpo da secretária, a espingarda cartucheira, registrada em nome do comerciante também é prova. Falando com dificuldades - um problema de saúde o deixou quase mudo -, não entrou em detalhes sobre Dalva. O advogado Dirceu de Almeida Rezende, de Arapongas, que o defende em causas cíveis, entrou em contato anteontem à noite com o advogado de Baptista no Amazonas. ‘‘Quem sabe realmente de todo o processo é o outro advogado. A Justiça paranaense só cumpriu a precatória que veio de Manaus’’.

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