Londrina - Foi sepultado na tarde de ontem, no Cemitério Jardim da Saudade (Zona Norte de Londrina), o corpo do comerciante de veículos Celso Ferreira Santos, 45 anos. Ele morreu no final da tarde de sábado após a queda do seu ultraleve próximo à PR-545, na região do Patrimônio Heimtal, Zona Norte.
Ferreira participava de uma comemoração pela entrega da pista do Aeroporto 14 Bis, no Distrito da Warta. Por volta das 18 horas, o comerciante, que pilotava havia quatro anos, levantou voo com seu ultraleve básico Fox V6, placa PUDGM, de Londrina, no sentido de Ibiporã, onde guardaria o equipamento. Cerca de um quilômetro depois o ultraleve caiu de forma repentina no pátio de uma granja. O piloto morreu na hora. Ferreira era divorciado e não tinha filhos.
''Estávamos na estrada voltando quando vimos o ultraleve caindo. Chegamos ao local rapidamente, mas não havia mais nada a fazer. Foi um desespero grande'', contou o estudante Renan Urbanski.
Ferreira era considerado um piloto muito experiente. ''Não dá para saber o que aconteceu. Somente a perícia vai comprovar o problema. O que dá para dizer é que o Celso era um ótimo piloto'', afirmou o comerciante Marcelo Montezuma, também piloto e que estava no local no momento do acidente.
Uma das causas levantadas para a queda foi a quebra de uma das asas em virtude do forte vento. O equipamento havia sido adquirido por Ferreira há apenas 40 dias. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar os motivos da queda.
Ele já havia sofrido um acidente em setembro do ano passado, quando pilotava um monomotor de Dourados (MS) para Londrina. Próximo a Paranavaí (Noroeste), o avião sofreu uma pane no motor e ele foi obrigado a fazer um pouso de emergência, mas nada sofreu. ''Voar era a vida dele. Ele não saía do Aeroclube'', relatou o irmão César Ferreira Santos.

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