Comerciante lidera movimento pelo fim do pedágio
Lideranças do Norte do Paraná estão se mobilizando para iniciar um movimento contra contra a cobrança de pedágios. O comerciante Arlindo Rodrigues, um dos líderes, defende a criação de uma associação que represente os donos de estabelecimentos às margens das rodovias pedagiadas. Ele destaca que a cobrança do pedágio é responsável por uma queda de 40% no movimento e até pelo fechamento de restaurantes, lanchonetes e postos de gasolina.
Rodrigues, que está percorrendo a região em busca de adesões, destaca que a meta é acabar com o pedágio e não apenas reduzir o preço das tarifas. Observo no dia a dia, caminhoneiros que trocam uma refeição por um lanche, preocupados em reservar dinheiro para o pedágio, revela ele.
Outra constatação de Rodrigues é que pelo menos 30% dos caminhoneiros que trafegavam pelas rodovias do Paraná, agora estão trabalhando no Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Bahia, onde não existe cobrança de pedágio. O governo alega que o pedágio deu emprego para milhares de operários, mas nós não estamos venda as obras de duplicação e, de outro lado, as praças de pedágio provocam queda de movimento, desemprego e fechamento de estabelecimentos comerciais, argumenta.
Como exemplo das consequências negativas do pedágio, Arlindo Rodrigues cita o fechamento do Posto Grande Parada, um dos maiores do Estado, situado na BR-369, entre Arapongas e Rolândia, e muito próximo de uma praça de pedágio da Viapar. Além do gasto extra com o pagamento da tarifa, que já derruba o poder aquisitivo de quem está em trânsito, o posto foi bastante prejudicado com a instalação de uma mureta divisória da pista, justifica Rodrigues.
Ele conta que há 40 dias, junto com outros colegas, vem contatando comerciantes da região de Jacarezinho a Maringá. Na etapa seguinte, diz ele, pretende mobilizar as regiões Sul e Sudoeste do Estado. Os líderes estimam que há mais de 2 mil comerciantes estabelecidos às margens de rodovias pedagiadas. Eles convivem com caminhoneiros e motoristas em geral que, diariamente, reclamam do pedágio, diz.(Maurício Borges, de Apucarana)





