Curitiba - O Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado, ligado à Promotoria de Investigação Criminal (PIC), prendeu ontem o comerciante Cirço Kessau Nishimori, que seria um dos donos do posto de combustíveis Auto Posto Matheus, na Rua João Gualberto, em Curitiba, apontado como negócio de fachada para a lavagem de dinheiro do tráfico carioca.
Cirço tinha prisão temporária (por 30 dias) decretada pela Central de Inquéritos, atendendo requerimento do Ministério Público, pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele foi preso em sua residência, em Curitiba, após prestar depoimento na Promotoria de Investigação Criminal. O conteúdo das declarações não foi divulgado.
Também foi cumprida ordem de busca e apreensão em seis locais diferentes, onde foram coletados muito documentos e CPUs de computadores, que serão periciados.
Segundo investigações, o posto teria sido comprado pelo traficante carioca Ubiratan da Silva Oliveira, que teria para isso utilizado o nome falso de Antônio Cláudio Almeida. Depois da compra, o posto teria passado para o nome de ''laranjas'': Juliana Dobrucki, namorada de Robson da Silva Oliveira, preso em 23 de abril, em Curitiba, que é irmão de Ubiratan, e Cirço Nishimori, tio de Juliana.
As investigações sobre a atuação da quadrilha envolvem as polícias do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo o delegado Ricardo Wilke, da Polinter do Rio, o dinheiro obtido com o tráfico de drogas no Rio era investido em atividades lícitas no Paraná e em São Paulo. Dessa forma, a quadrilha ''lavava'' o dinheiro.
No Paraná, a lavagem era feita por Robson. A polícia já descobriu que foram lavados no Estado pelo menos R$ 2 milhões. O coordenador da PIC, Ramatis Fávero, disse na semana passada que as investigações correm em sigilo.

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