Comerciante do Rio foge do cativeiro
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quarta-feira, 22 de setembro de 1999
Por Roberta Pennafort, especial para a AE 
Rio, 23 (AE) - O comerciante Maurício Alves Nunes, de 56 anos, fugiu do cativeiro ontem à noite, no Morro do Encontro, no Grajaú, zona norte do Rio. Nunes havia sido levado sexta-feira (17) por quatro homens armados em frente A uma de suas quatro padarias, no bairro de Lins de Vasconcelos, também da zona norte. O comerciante conseguiu fugir pela mata da favela ao perceber a presença de agentes da Divisão Anti-Sequestro (DAS), que haviam ido ao morro à sua procura.
A polícia chegou ao local do cativeiro após relato de cinco homens que haviam sido presos na noite de terça-feira sob acusação de partipação no sequestro. Os nomes haviam sido denunciados em telefonema à DAS. Outros três homens envolvidos, conhecidos apenas como Roberto, Alexandre e Flamengo, continuam foragidos.
Quando o comerciante percebeu a chegada dos agentes da DAS - 50 - na favela, por volta das 18 horas de quarta-feira, ele fugiu em direção a um morro vizinho ao do Encontro. O cerco aos sequestradores foi feito com apoio de dois helicópteros. Na descida da favela, o comerciante pediu ajuda a policiais que faziam patrulhamento na Estrada Grajaú-Jacarepaguá.
De acordo com o diretor da DAS, Fernando Moraes, o grupo havia pedido R$ 5 milhões de resgate, valor depois reduzido para R$ 1 milhão. Para vigiar o cativeiro, foi armado um esquema de revezamento entre traficantes que comercializam drogas no Morro do Encontro.
Nunes contou à polícia que foi mantido encapuzado e amarrado durante os seis dias de cativeiro e bastante ameaçado. "Eles passavam o cano do fuzil nas minhas pernas e ficaram dizendo o tempo inteiro que iam me matar", disse o comerciante, sócio da rede Panificação Nova Brasília, com padarias nos bairros da Tijuca e do Lins.


