Comemorações têm público modesto no Rio
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de março de 1999
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 08 (AE) - As atividades de comemoração do Dia Internacional da Mulher tiveram público modesto hoje no Rio. Até a tradicional passeata promovida todos os anos pelo Fórum das Mulheres atraiu pouco mais de cem pessoas, embora o tema esse ano fosse o desemprego, "que afeta as mulheres de maneira mais dramática que aos homens", segundo uma das organizadoras, Graziela Rodriguez. Às 17 horas, um grupo mulheres do Centro de Ação Comunitária (Cedac), vestidas de bruxas, era o que mais chamava a atenção entre faixas de ONGs e partidos políticos, que se concentravam na igreja da Candelária, para seguir a pé até a Cinelândia, no centro da cidade.
Coincidindo com a data, o Estado do Rio teve, pela primeira vez, uma mulher chefiando o poder executivo: a vice- governadora Benedita da Silva, que assumiu no domingo, em virtude da viagem do governador Anthony Garotinho a Paris. A agenda da governadora em exercício foi dedicada à data, desde a instalação da Comissão de Segurança da Mulher, às dez horas, até a inauguração da exposição "Ah! Essas Mulheres", com fotos de Rogério Erlich, às 19 horas, no Museu da República.
No domingo, Benedita já havia dado uma prévia ao assinar o decreto que dá livre acesso às mulheres nas cadeiras comuns do Maracanã durante os jogos do Campeonato Estadual. FHC - O presidente Fernando Henrique Cardoso, que estava no Rio para a aula inaugural da Escola Superior de Guerra (ESG), também falou da participação das mulheres no discurso que abriu a coletiva após a cerimônia. "No Brasil, estamos cada vez mais com a participação ativa das mulheres na força de trabalho, na vida social, na vida cultural, e aqui nesmo na Escola Superior de Guerra", disse ele.
Na área municipal, a comemoração aconteceu à noite, com um jantar oferecido pelo prefeiro Luiz Paulo Conde às oito mulheres de seu secretariado. De manhã, na praia de Copacabana, na zona sul, 40 mulheres de um curso de modelos para a terceira idade, desfilaram em protesto contra a discriminação no mercado de trabalho. Por volta de 14 horas, na Cinelândia, foram montadas barracas para divulgar as principais reivindicações femininas e o grupo Emergência Teatral dramatizou situações de conflito vividas por mulheres, mas o público era pequeno.


