Lisboa, 10(AE) - Começa amanhã (11) em Lisboa, Portugal, a comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Numa cerimônia na Torre de Belém, apadrinhada pelo ministro de Esporte e do Turismo, Rafael Grecca, será acesa a "chama do conhecimento", que será usada para para acender os fogos de artifício do réveillon do Rio de Janeiro. "Um menino descendente de Pedro álvares Cabral, décima oitava geração, vai acender a chama, que depois segue para o Brasil no navio Niterói. No dia 31 de dezembro a chama portuguesa será fundida com outras duas, uma dos índios na Serra da Capivara, no Piauí, e outra do antigo quilombo de Terra Roxa, no sertão de Goiás", conta Grecca.
Segundo o ministro, depois da passagem de ano a chama vai percorrer o País durante 114 dias, até iluminar o espetáculo de 22 de abril no Monte Pascoal, na Bahia. Na chegada a Lisboa, Grecca procurou reduzir as críticas de índios de que a descoberta do Brasil teria sido o início da destruição de culturas indígenas e do patrimônio natural existente no Brasil: "Nenhuma nação na Terra tem sido mais correta do que o Brasil no tratamento dos índios. O Brasil entregou 1,2 milhão de quilômetros quadrados aos índios, uma área maior do que Portugal
Espanha e França juntos."

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