Foz do Iguaçu começa a ganhar estruturas para os Jogos Mundiais da Natureza, competição esportiva que vai movimentar a região às margens do lago de Itaipu, entre os meses de setembro e outubro.
No início do mês, o governo do Estado começou as obras da base náutica na praia artifical de Três Lagoas.
O projeto prevê a construção de um atracadouro e área para a guarda de barcos, além de parte administrativa, sanitários e vestiários. A obra, com 2 mil metros quadrados, deverá estar concluída em setembro.
A prefeitura também já iniciou a pavimentação de uma estrada de cinco quilômetros, que liga a rodovia de Furnas à praia artificial, o que facilitará o acesso à base náutica a partir do centro de Foz do Iguaçu.
Até a conclusão das obras, o acesso à praia artificial ficará interditado. O custo dessas obras não foi divulgado.
EstruturaA construção da base náutica faz parte do Projeto Costa Oeste, desenvolvido pelo governo do Estado para melhorar a estrutura turística e de eventos nos 15 municípios paranaenses banhados pela represa da hidrelétrica de Itaipu.
Os Jogos Mundiais da Natureza são o principal evento desse projeto.
Entre 27 de setembro e 5 de outubro, o governo paranaense pretende reunir cerca de mil atletas de todo o mundo em disputas de 13 modalidades esportivas que envolvem a natureza.
As modalidades serão vela, canoagem de travessia, canoagem de slalon, rafting (balsas em águas turbulentas), escalada, arco e flecha, ciclismo, hipismo, balonismo, triatlon, pesca, paraquedismo e golfe.
CanalOutra obra para os Jogos Mundiais da Natureza também já está sendo construída em Foz do Iguaçu. É um canal artificial que ligará o lago de Itaipu ao Rio Paraná, no trecho abaixo da barragem da usina.
O canal terá duas finalidades: servir para as provas de canoagem de slalon e raftin da competição e permitir a migração dos peixes, rio acima, durante o período de reprodução das espécies.
DesnívelSegundo o governo do Estado, o canal artificial será a maior obra do gênero no mundo. Terá seis quilômetros de extensão, dez metros de largura e profundidade mínima de um metro, para vencer um desnível de 120 metros, entre o reservatório da usina e o leito do Rio Paraná.

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