Curitiba - O ministro das Cidades, Márcio Fortes, e o prefeito de Curitiba, Beto Richa, deram início oficialmente ontem às obras que pretendem urbanizar 39 áreas de ocupações irregulares da Capital. Parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), elas contam com investimentos do governo federal e da prefeitura e vão beneficiar inicialmente 4.712 famílias.
Ontem, Fortes e Richa assinaram as ordens de serviço que autorizaram o início oficial das obras. ''Não é um projeto de prateleira nem de gaveta, é um projeto de realização efetiva de sonhos porque ele tem recursos definidos, orçamento garantido'', disse o ministro. No total, serão investidos R$ 188 milhões, sendo 62% provenientes do orçamento próprio do município e de financiamentos. O restante é verba do governo federal. Serão executadas obras de melhorias ou implantação de infra-estrutura, como redes de água e esgoto, energia elétrica, iluminação pública e organização do sistema viário, entre outras. Em algumas áreas, serão construídas escolas, creches e outros equipamentos da prefeitura.
Na primeira fase, elas abrangerão 16 vilas ou áreas de ocupação, beneficiando 4.712 famílias. Posteriormente, as obras serão levadas a outras 23 áreas, totalizando 8.833 famílias e 32,9 mil pessoas. Segundo levantamento da prefeitura, 57% dessa população nasceu no Interior do Paraná ou em outros Estados. Além disso, 81% tem rendimentos mensais que não ultrapassam três salários mínimos.
Um dos questionamentos levantados por parte da população dos 16 bairros que receberão as obras da primeira fase é que mais da metade dos moradores terá que ser retirada dos locais onde mora atualmente e serão reassentadas em novos loteamentos. Segundo a prefeitura, isso se justifica porque eles vivem em situação de risco ou em áreas de insalubridade. Segundo Richa, a relocação dessas famílias será feita de acordo com o avanço das obras e, garante, não haverá prejuízo para os moradores.

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