Começam obras de revitalização da zona portuária do Rio
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domingo, 25 de julho de 1999
Por Murilo Fiuza de Melo 
Rio, 26 (AE) - O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, e o prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde (PFL), inauguraram hoje o marco zero da revitalização da zona portuária do Rio, que prevê investimentos de R$ 130 milhões dos próximos quatro anos. O dinheiro virá do Píer Mauá S.A, consórcio privado que arrendou por 45 anos 100 mil metros quadrados da Companhia Docas do Rio, que incluem o píer, quatro armazéns e o local onde está a estação de passageiros.A idéia é construir um centro de lazer e de entretenimento semelhante aos de Baltimore e Nova York, nos Estados Unidos, e de Lisboa, em Portugal.
Eliseu Padilha elogiou a iniciativa do consórcio Píer Mauá S.A e ressaltou que cabe ao setor privado fazer os investimentos necessários na área. "O governo federal já privatizou 98,5% das operações portuárias do País agora o setor privado também tem que conseguir racionalizar seus custos e dar a sua contribuição à plena competitividade portuária do País", afirmou Padilha. O prefeito Luiz Paulo Conde aproveitou a solenidade para cobrar a Docas do Rio. Segundo ele, a estatal federal deve "mais de R$ 70 milhões" à prefeitura em Imposto Sobre Serviços (ISS).
A primeira fase do projeto do Píer Mauá, iniciada hoje e que deve terminar em 18 meses, prevê a recuperação estrutural da área. O custo dessa fase será de R$ 8 milhões. A outras duas etapas do projeto ainda dependem de aprovação da Câmara dos Vereadores, porque incluem intervenções físicas na área da zona portuária.
O projeto do consórcio Píer Mauá S.A prevê a construção um centro de exposições, um hotel de 12 andares, bares, cinemas, um restaurante panorâmico e um shopping center na área em quatro anos,. "Queremos transformar o Porto no Rio num centro de entretenimento igual aos de Lisboa, Nova York e Baltimore", afirmou o diretor do consórcio, César Florino.
Para o prefeito Conde, o mais importante da revitalização é a retomada da competitividade do porto. "O Píer Mauá é um projeto bonito, importante para o município, mas ele tem um ritmo próprio, de recuperação da estrutura em quatro anos", afimou. "E nesse período nós poderíamos ter esse píer cheio de automóveis, exportando, pagando imposto e trazendo benefícios à cidade do Rio."


