Brasília - A partir das 10 hora, candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já poderão se inscrever para participar das provas que serão aplicadas nos dias 3 e 4 de novembro. O prazo termina em 15 de junho e as inscrições serão feitas exclusivamente pela internet. Em 2011, o exame recebeu mais de 6 milhões de inscrições.
A taxa de inscrição permanece em R$ 35. Alunos que estejam cursando o 3º ano do ensino médio em escola pública estão isentos do pagamento, que deverá ser efetuado até 20 de junho por meio do boleto que será gerado durante a inscrição.
Desde 2009, o exame ganhou importância porque passou a ser usado por instituições públicas de ensino superior como critério de seleção em substituição aos vestibulares tradicionais. O Enem também é pré-requisito para quem quer participar de programas de acesso ao ensino superior e de financiamento público, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e as bolsas de estudo no exterior do Ciência sem Fronteira.
A prova é feita durante o fim de semana. No primeiro dia do exame, sábado, os participantes terão quatro horas e meia para responder às questões de ciências humanas e da natureza. No domingo, será a vez das provas de matemática e linguagens, além da redação, com um total de cinco horas e meia de duração.
Para 2012, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) anunciou mudanças nos critérios de correção da Redação com o objetivo de tornar o processo mais objetivo e reduzir a margem de erros. O edital com todos os detalhes do exame foi publicado no dia 25, no Diário Oficial da União.
Ubes
A União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) considerou positivas as mudanças nos critérios de correção da redação. Mas para a presidente da entidade, Manuela Braga, os candidatos deveriam ter direito de recorrer da nota obtida caso discordem do resultado. O edital do exame não prevê essa possibilidade, mas no ano passado muitos estudantes entraram com ação na Justiça e alguns conseguiram a revisão da nota.
De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, será permitido aos candidatos a partir deste ano ter acesso à correção da redação, o que já tinha sido previsto em um acordo firmado com o Ministério Público Federal no ano passado. Mas a possibilidade do recurso permanece impedida.
A redação do Enem vale mil pontos e cada texto é lido por dois corretores, que atribuem a nota de acordo com a avaliação de cinco competências, como o domínio da norma culta, a capacidade de argumentação e a compreensão da proposta da redação (tema).
O grande volume de participantes da prova - em 2011 foram mais de 5 milhões - é o principal impedimento para que seja permitido o recurso da redação. Por isso, é adotada a prática do terceiro corretor. Mas para Manuela, o MEC deveria ''se esforçar mais'' para garantir essa possibilidade. ''O MEC inclusive quer que mais universidades adiram ao Enem, para isso tem que transmitir segurança na forma como ele é aplicado'', disse.
Apesar disso, Manuela avalia que o Enem é um grande avanço para a democratização do acesso ao ensino superior. ''Hoje o Enem é a principal metodologia de avaliação para ingresso no ensino superior o que para nós é positivo porque a gente tinha um sistema de ingresso muito ultrapassado que privilegiava a decoreba.''

Imagem ilustrativa da imagem Começam hoje inscrições para o Enem
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