Marcos Zanatta
De Maringá
Começam amanhã, na Igreja Santo Antônio de Paula (Vila Santo Antônio), os debates em torno do orçamento da prefeitura de Maringá para o próximo ano. Será a primeira vez que a comunidade vai opinar sobre a elaboração dos projetos do município, que serão enviados ao Legislativo até 30 de setembro. O ‘‘Orçamento Popular’’ foi lançado na semana passada, mas era planejado há pelo menos dois anos. A rodada de negociação que começa amanhã vai até 3 de setembro e será retomada de 9 a 21 de setembro.
Para viabilizar o debate com a comunidade, o município foi dividido em nove núcleos – oito urbanos e um rural. Cada núcleo terá dois coordenadores responsáveis pela mobilização dos moradores através dos clubes de serviços, escolas, associações e entidades. Cada núcleo promoverá assembléias para listar as reivindicações, identificar e ordenar as prioridades que vão compor as propostas de orçamento. ‘‘Até agora, o orçamento era elaborado por dois ou três técnicos’’, lembra o prefeito Jairo Gianoto (PSDB).
A implantação do processo exigiu a criação do Conselho do Orçamento Popular (COP), com a diretoria executiva sendo composta de forma paritária. O COP tem quatro representantes da prefeitura, três escolhidos dentro dos nove núcleos, um do Sindicato dos Servidores Municipais (Sismmar), um do Conselho de Desenvolvimento (Codem) e um da Federação das Associações de Bairros (Feabam). ‘‘A composição do conselho respeita os princípios da participação democrática no poder’’, diz.
Gianoto acha que Maringá está ‘‘preparada para a experiência democrática’’. ‘‘De início será um grande exercício de aprendizagem. Mas a adaptação deve ser rápida porque sentimos que existe uma predisposição entre a população em aceitar o desafio’’, acredita. Gianoto lembra ainda que quando iniciou a campanha como candidato à prefeitura, sem grandes chances, fez um trabalho em núcleos de bairros. Serão realizados 18 debates em todas as regiões da cidade.

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