São Paulo - Dezessete mil voluntários brasileiros começaram, ontem, a participar da última fase de testes da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo. A aplicação da vacina-teste aos primeiros dez voluntários foi acompanhada pelo governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) e pela presidente Dilma Rousseff.
A presidente anunciou um aporte de R$ 100 milhões do Ministério da Saúde para o desenvolvimento da terceira fase de testes da vacina da doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. O governo federal diz ainda prever a liberação de mais R$ 200 milhões vindos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do BNDES.

A VACINA
O instituto desenvolve, desde 2008 com a colaboração de um centro americano de pesquisas, uma vacina contra os quatro vírus da dengue. Nas duas rodadas anteriores de testes, a vacina já foi aplicada em 900 pessoas, nos Estados Unidos e no Brasil. "Na fase 1 e 2, foi demonstrada uma alta proteção contra os quatro vírus [da dengue]", disse Alckmin. Nesta terceira fase, a vacina terá sido aplicada em voluntários entre 2 e 59 anos. Os voluntários vacinados serão acompanhados pelos próximos cinco anos. A previsão é que a vacina seja registrada em 2018 - ainda não há prazo para chegar aos usuários. Além desta vacina, o governo federal e estadual anunciaram parcerias para a criação de uma vacina e para remédios capazes de reduzir os efeitos do vírus da zika, também transmitido pelo Aedes aegypti. "Até o desenvolvimento da vacina, nós fazemos uma campanha para que, pelo menos, uma vez por semana, por 15 minutos as pessoas façam uma faxina em casa em busca de criadouros do Aedes", disse Dilma.

VÍRUS ZIKA
Além da vacina contra a dengue, o Instituto Butantan estuda a produção de uma vacina e um soro para neutralizar a ação do vírus zika.
"O desafio é chegar à vacina contra o vírus zika. Um dos caminhos é o de transformar essa vacina tetravalente [contra a dengue] em uma vacina pentavalente ou desenvolver uma vacina exclusiva para esse vírus", disse Dilma.
Até que os imunizantes sejam desenvolvidos, Dilma destacou que é essencial combater o mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, zika e chikungunya.

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