Começa trabalho de coleta de impressões digitais
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terça-feira, 05 de outubro de 2010
Vinícius Fonseca<Br> Reportagem Local 
Londrina - As impressões digitais podem fazer toda a diferença nas investigações criminais. Em Londrina, no entanto, o serviço de coleta do material não era feito pela polícia. Essa realidade que começa a mudar com a chegada do material necessário para que papiloscopistas exerçam essa função.
Os trabalhos de coleta das digitais deixadas por criminosos, sobretudo em casos que atentem contra a vida ou o patrimônio público, ficam a cargo de 15 profissionais da Polícia Civil.
''Em Londrina, nós papiloscopistas não fazíamos local de crime e a partir de agora faremos sempre que acionados'', explicou Idelma Mendes, chefe-regional do Posto de Identificação de Londrina.
Para oficializar o início das atividades, foi realizada durante a tarde de ontem uma palestra explicativa para membros de diversos órgãos de segurança. Também foi apresentada a maleta com os materiais - pós-químicos específicos para cada tipo de superfície, pincéis, lanterna e outras coisas - usados para a execução dos trabalhos. Para a cidade foi disponibilizada até agora uma unidade, que tem valor médio de R$ 3,6 mil.
Membros do Instituto de Identificação do Paraná (IIPR), com sede em Curitiba, foram responsáveis por tirar as dúvidas dos policiais londrinenses. ''O instituto é uma unidade da Polícia Civil e agora eles poderão ser acionados aqui em Londrina para fazer a verificação da possibilidade de coleta de dados'', afirmou o papiloscopista Rodrigo Bertuol.
Ele esclarece que a primeira pessoa a entrar em contato com uma ocorrência deve acionar a Polícia Militar para o atendimento inicial. Este ficará responsável por solicitar a presença de um papiloscopista da civil. ''A PM deve dar o primeiro atendimento e, se for possível uma coleta, notificar o delegado, que solicita o deslocamento de uma equipe para o local do crime.''
Com a coleta dos dados, o material será encaminhado ao IIPR na capital, onde a impressão digital é lançada em um banco de informações que armazena identificações de criminosos de todo o País. Embora não exista um prazo definido para que a PC obtenha uma resposta dos exames, a coleta das impressões digitais devem agilizar o processo de identificação dos responsáveis por crimes.
Para o investigador Steffenson Pini, a identificação das impressões digitais vai facilitar a repressão aos crimes. ''Esse trabalho deixa o sistema de identificação mais rápido e essa agilidade faz com que a gente chegue mais rápido ao criminoso'', declarou.


