Começa segunda fase da vacinação contra o sarampo

Paraná espera vacinar jovens adultos na faixa de 20 a 29 anos; campanha vai até o dia 30

Isabela Fleischmann - Grupo Folha
Isabela Fleischmann - Grupo Folha

A segunda etapa da vacinação contra o sarampo começou em todo o País nesta segunda-feira (18). O foco é vacinar pessoas de 20 a 29 anos, faixa etária na qual está concentrada a maioria dos casos: 52% das confirmações no Paraná. São oito casos da doença em Londrina. No Paraná, o total é de 368. Os dados são do último boletim epidemiológico da Sesa (Secretaria Estadual de Saúde), divulgado semana passada. Não houve mortes.  


Começa segunda fase da vacinação contra o sarampo
Telmo Ferreira/FramePhoto/Estadão Conteúdo
 



 

Os jovens adultos devem receber duas doses da imunização contra o sarampo. A orientação da Secretaria de Saúde de Londrina é que quem tem entre 20 e 29 anos vá até as Unidades Básicas de Saúde com a carteira de vacinação para avaliação da caderneta. Caso seja necessário, serão aplicadas duas doses da vacina tríplice viral, contra rubéola, caxumba e sarampo, em um intervalo de um mês.  



 

A evolução do sarampo no Estado foi expressiva. O primeiro caso foi confirmado no Paraná no dia 2 de agosto na RMC (Região Metropolitana de Curitiba). É na RMC que estão 92% dos casos. Depois, Curitiba (250), e 90 casos pelos demais municípios da região metropolitana da capital. Outros 28 estão espalhados pelo Paraná, com maior concentração no Norte do Estado, em Londrina (8), Maringá (2) e Jacarezinho (4).   

 

Não há um número estimado para meta de vacinação, já que as doses serão aplicadas de acordo com a caderneta de vacinação de cada um. Londrina tem em torno de 90 mil jovens adultos nessa faixa etária.  A campanha se estenderá até o dia 30 de novembro, quando a recomendação é de que as unidades estejam abertas. “É recomendado, mas tem município que não adere, infelizmente”, afirmou Renato Lopes, chefe da Divisão de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Sesa. 

 

Londrina, por exemplo, ainda não há confirmação de realização do Dia D. Sônia Fernandes, diretora de Vigilância em Saúde do município, relatou que no dia D da última campanha, realizada em outubro, da dose zero para bebês, houve pouca procura. Ela acrescentou que há um alto custo para mobilizar os profissionais neste dia, e que na primeira fase da campanha, o custo não compensou. Foram 600 doses de vacina aplicadas naquele dia, o que contabiliza menos de 12 doses por unidade.  

 

“Ainda estamos avaliando se vamos fazer o dia D. Talvez não tenha, depende da procura que teremos nesta semana”, afirmou. Na primeira fase da campanha 400 mil crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias foram vacinadas no País.  

 

Já Lopes ressaltou que é importante que a população preste atenção aos sintomas, que podem começar com secreção nasal, febre e mal-estar, antes de as machas vermelhas aparecerem. A notificação do sarampo para a Regional de Saúde é obrigatória. “A doença é altamente contagiosa, visto que São Paulo já conta com mais de 11 mil casos. Sarampo se pega pelo ar, se tiver alguém andando na praça, no ônibus, shopping, balada ou academia com sarampo.” 


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