Começa retirada de óleo de balsa naufragada no Pará
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2000
Por Carlos Mendes 
Belém, 26 (AE) - As empresas norte-americanas Oil Spill Response Limited e Smith American , contratadas pela Texaco, começaram no início da tarde de hoje a retirar os 1,8 milhão de litros de óleo armazenados nos seis tanques da balsa Miss Rondônia. Ela afundou há 23 dias no Rio Pará, no porto de Vila do Conde, em Barcarena, a 20 Km do Pará. O óleo está sendo transferido para uma outra balsa, a Xingu, onde estão instaladas mangueiras e bombas de sucção.
O gerente de Segurança e Meio Ambiente da Texaco no Brasil, Domingos Millione, informou que a operação está indo "muito bem". Ele disse que o bombeamento do óleo de uma balsa para outra deve durar no máximo oito dias. "Se pudermos aumentar a velocidade de sucção do óleo o trabalho pode acabar até em cinco dias".
Millione acrescentou que, a partir de agora, o bombeamento do combustível não sofrerá qualquer interrupção, a não ser em caso de fortes chuvas com ventos. A cada hora, disse, um mergulhador desce ao fundo do rio para verificar se não há qualquer vazamento.
Em cima da balsa fundeada, a oito metros de profundidade
os dez mergulhadores holandeses que atuam na operação instalaram uma bomba de parafusos. O processo funciona da seguinte maneira: para cada litro de óleo sugado é injetado idêntica quantidade de água. Isso ajuda a manter a balsa estabilizada no leito do rio, evitando que ela se movimente e coloque em risco a operação.
A Capitania dos Portos e a Polícia Marítima proibiram a navegação de qualquer barco ou navio num raio de 400 metros de diâmetro em torno da área onde está sendo feito o bombeamento do óleo. Uma barragem de contenção foi instalada para recolher resíduos de óleo na superfície, se houver vazamento. No fundo do rio, três mil sacos de areia formam uma espécie de colar em torno da Miss Rondônia. O objetivo é represar o óleo, se este vazar, e recolhê-lo imediatamente, de acordo com o plano traçado pela Texaco.


