Começa operação antiqueimadas
Começa operação antiqueimadas
Agência Estado
Os fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) começaram ontem a Operação Macauã, de repressão ao desmatamento e às queimadas em nove Estados da Amazônia preocupados com a própria segurança. Como a nova lei de crimes ambientais é mais severa do que a legislação anterior, os fiscais temem uma reação violenta quando autuarem madeireiros. Em março deste ano, um fiscal do Ibama em Marabá foi morto com sete tiros depois de multar mais de 300 madeireiras do sul do Pará.
O governo gastou cerca de R$ 6 milhões na operação Macauã, que será desenvolvida em 180 dias na região que compreende o sul do Pará ao leste do Acre, no chamado Arco do desmatamento, onde a seca deste ano poderá causar grandes incêndios, como o de Roraima. Estamos tratando esta região como de alto risco e esta operação faz parte do programa para o arco do desmatamento, afirmou o ministro Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, Gustavo Krause.
Os 330 fiscais selecionados para trabalhar nos cinco milhões de metros quadrados da Amazônia entraram na floresta somente com a garantia de que o Exército e a Polícia Federal apóiam a ação do Ibama. Até hoje não foi criada uma prometida gratificação por risco de vida. Está adormecida na Casa Civil da Presidência da República, afirma um fiscal do Distrito Federal, integrante do grupo que atuará na operação. Nossa segurança é só Deus, ressalta o fiscal.
A morte do fiscal Isaías Coelho, no dia 31 de março deste ano, no sul do Pará, assustou os colegas. Matam na covardia, nunca pela frente, conta Paulo Sérgio Almeida, que trabalhava com Coelho em Marabá.





