Começa montagem da exposição "Esculturas Monumentais", no Rio
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terça-feira, 22 de junho de 1999
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 23 (AE) - A exposição "Esculturas Monumentais", que abre no domingo, como parte da programação cultural da Cimeira (reunião de chefes de Estados da América Latina, Caribe e União Européia), começou a ser montada hoje na Praça Paris, no centro do Rio. A supervisão é de Edward Mitterrand, filho do curador da mostra, Jean-Gabriel Mitterrand. Quatro esculturas , "Tour Ballerine", de Jean du Buffet; "Hirte", de Markus Lupertz; "Venus de Milo", de Arman, e "Recling Figure", de Henry Moore, foram instaladas sobre pedestais de concreto e a previsão é de que o trabalho termine na sexta-feira. Domingo, o prefeito Luiz Paulo Conde (PFL) e o presidente da Comissão da União Européia na Cimeira, Jacques Sainter, fazem a inauguração.
"Cada peça exige um cuidado especial ou por ser muito frágil ou muito pesada", disse Mitterrand, que acompanha as obras desde a primeira exposição, feita em Paris, em 1996. A mostra já esteve em Taiwan e no Canadá e, depois do Rio, deve ser montada em São Paulo. As obras não são as mesmas, mas a idéia central permanece - "Levar a boa arte da Europa para outros países e trazer as peças para um contato mais direto com o público, fora da formalidade dos museus", disse o supervisor da montagem.
O trabalho mais complicado é da escultura de Mimmo Paladino, "Sud II", dois portões de ferro semi-abertos pesando seis toneladas. Mas há também peças de Rodin ("La France"), Fernand Leger ("Constellation"), Joan Miró ("Le Monde") e Niki de Saint Palle (sem nome). São peças que vieram de vários museus da Europa, partiram do porto do Havre, na França, e chegaram ao Rio na semana passada. Elas só puderam ser transportadas e tiradas de sua embalagem hoje, na presença de Miterrand, por exigência da companhia que fez o seguro.
Da instalação da escultura de Henry Moore participou um representante da fundação inglesa que leva seu nome e cuida da preservação de suas obras. "Essa peça ficou emprestada a Portugal durante 17 anos e eles queriam saber se estava em boas condições", explicou Mitterrand. A exposição fica na Praça Paris até 7 de agosto e, em setembro, estará na Pinacoteca, em São Paulo.


