Começa mobilização por indenizações em Santa Maria
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sábado, 09 de fevereiro de 2013
Elder Ogliari<br>Agência Estado 
Porto Alegre - Familiares de vítimas do incêndio da boate Kiss se reúnem hoje com representantes da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, em Santa Maria, para discutir a criação de uma associação que possa representá-los no acompanhamento das investigações e na busca das indenizações decorrentes do caso. No entanto, não há expectativas quanto ao comparecimento. Como a lembrança da tragédia, ocorrida no dia 27 de janeiro, é recente, muitas pessoas ainda não se sentem em condições de participar.
O defensor público-geral do Estado, Nilton Arnecke Maria, diz que os familiares reunidos terão diversos assuntos a discutir e, se for o caso, definir para o futuro. "A ideia é organizar as famílias não só para a ação indenizatória, que pode ser coletiva, mas também para que conheçam e busquem seus direitos", explica.
Em tese, há pelo menos três tipos de indenização a discutir. Uma é a de dano moral, pela perda, outra pelo dano material, quando a vítima contribuía para o sustento da família. A terceira seria a de dano moral coletivo, na qual se buscaria que os réus compensem a sociedade de alguma maneira. Como hipóteses, Arnecke Maria cita doações para um fundo de defesa do consumidor ou de bolsas de estudo para universidades particulares.
Os defensores destacados para acompanhar o caso de Santa Maria já conseguiram, ainda na semana passada, que a Justiça decretasse o bloqueio dos bens dos sócios da boate Kiss - Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr - para garantir uma futura indenização às famílias das vítimas. Além disso, estudam a possibilidade de apontar também o município de Santa Maria e o Estado do Rio Grande do Sul como réus. Nesse caso não há a necessidade de bloqueio de bens porque a garantia é o próprio orçamento.


