Começa julgamento de ex-PM acusado de matar empresários em Marília
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terça-feira, 29 de junho de 1999
Por Luiz Carlos Lopes 
Marília,SP, 30 (AE) - O Tribunal do Júri de Marília, a 450 de São Paulo, começou a julgar hoje o ex-policial militar de Mato Grosso do Sul Luiz Antônio Ferreira, um dos acusados da morte do empresário Luiz Augusto Spila e do engenheiro Murilo Benincasa. Eles foram assassinados a tiros dia 21 de setembro de 1996, quando caminhavam em uma pista de cooper na Avenida das Esmeraldas, naquele município. Em depoimento Ferreira negou participação no crime e afirmou que sua confissão, na fase de investigações policiais, foi obtida mediante tortura.
Spila, proprietário de uma indústria de embalagens plásticas seria o alvo dos pistoleiros. O engenheiro Benincasa morreu por estar em sua companhia, segundo as investigações. O crime ainda está cercado de mistério pois mesmo apontando Ferreira e Pedro Casarin Neves, como autores dos 16 tiros de pistola 9mm que provocaram as duas mortes, e o piloto Edmundo Rocha como responsável pela fuga dos assassinos, a Justiça não conseguiu chegar aos mandantes dos homicídíos nem aos motivos.
O promotor Jurandir Afonso Ferreira, que atua na acusação anunciou que poderia apresentar o depoimento do ex-policial federal Joaquim de Almeida Lima, que teria informações ligando o réu ao crime. Além do ex-policial, deveria ser julgado hoje o piloto Edmundo Rocha, mas à pedido dos advogados da defesa, o juiz José Roberto Nogueira Nascimento, presidente do Tribunal do Juri, concordou com o desmembramento dos trabalhos. Rocha cumpre pena por tráfico de drogas. Ele foi preso em flagrante com 30 quilos de cocaína . O primeiro dia do julgamento será dedicado à leitura das cerca de 4.400 páginas do processo.
As famílias das duas vítimas disseram hoje não ter dúvidas de que Ferreira é um dos autores dos homicídios e que esperam sua condenação.


