Começa julgamento de acusados de matar menina em ritual
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segunda-feira, 12 de março de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Começou ontem, às 9h30, no Tribunal do Júri de Curitiba, o julgamento dos três acusados de matar a menina Giovanna dos Reis Costa, de 9 anos, na cidade de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O crime aconteceu no dia 10 de abril de 2006. A criança teria saído de casa para vender rifas para uma festa de Páscoa da escola e desapareceu. O corpo da criança foi encontrado dois dias depois.
O vendedor autônomo Pero Petrovitch Theodoro Vich, de 24 anos; e a mãe dele, Vera Petrovich, 64; além do sogro de Pero na época do crime, Renato Michel Cristo, 42; foram denunciados por homicídio duplamente qualificado da menor em um ritual de magia negra. Os acusados estão sendo defendidos pelo escritório do advogado Claudio Dalledone Junior.
Mãe e filho fugiram do local do crime antes de o corpo ser encontrado e foram presos no dia 26 de maio de 2007, em Araçatuba, no interior de São Paulo. Eles estavam escondidos na casa de parentes. Renato Cristo responde em liberdade o processo sobre a morte de Giovanna. Ele chegou a ser preso em 2008, acusado de oferecer consultas esotéricas e rituais de magia negra em Curitiba, mas conseguiu um habeas-corpus.
Até a tarde de ontem, apenas duas das mais de 20 testemunhas tinham sido ouvidas pelo juiz: a doméstica que trabalhava na casa de Vera e Pero, Márcia Maria Cândido dos Santos, e a delegada de Quatro Barras, Margareth Alferes Motta. A previsão é de que o julgamento dure até amanhã.
''Queremos que seja feita justiça. Os culpados tem que pagar pelo que fizeram'', disse a mãe da menina, Cristina Aparecida Costa, 38. O pai, Altevir Costa, 45, relembra que passar por tudo isto, seis anos após o crime ainda é ''muito doloroso''. ''Não sabemos como vai ser o julgamento, se eles vão ser condenados, o tamanho da condenação. A maior pena nós mesmo estamos sofrendo, que é ter perdido a nossa filha, e isso não tem volta'', declarou.
Segundo a denúncia, Vera seria a mentora do crime. Ela precisaria do sangue de uma virgem para um ritual que garantisse prosperidade e a virilidade de outro filho, que se casaria naqueles dias.


